



Especialidades Clinica
A clínica é, antes de tudo, um espaço de escuta e elaboração da experiência vivida. Não se trata de adequar pessoas a modelos de funcionamento, nem de responder à urgência por soluções rápidas, mas de sustentar um tempo em que a subjetividade possa ser reconhecida e cuidada com responsabilidade.
Cada percurso clínico é singular e não pode ser antecipado por protocolos, diagnósticos ou expectativas normativas.
O corpo, os afetos, os silêncios, os ritmos e as formas de presença são elementos centrais do processo.
Muitas experiências se anunciam primeiro como sensação, incômodo ou exaustão, antes de se organizarem como narrativa.
O trabalho clínico acontece no encontro e se constrói ao longo do tempo.

Modalidades de cuidado
Atendimento clínico individual
Atendimento clínico, presencial e online, voltado a adolescentes e adultos que desejam um espaço de escuta profunda, elaboração subjetiva e acompanhamento ao longo do tempo.
A clínica individual não possui tempo previamente delimitado e se constrói no ritmo do processo, respeitando a singularidade da experiência de cada pessoa.
O trabalho clínico respeita limites claros: de tempo, de escopo e de possibilidade.
Avaliações fenomenológicas
As avaliações fenomenológicas são processos clínicos delimitados, com início, meio e fim, que visam compreender de forma aprofundada a experiência subjetiva, corporal, sensorial e relacional da pessoa avaliada. A avaliação é voltada para investigar possibilidade de Autismo, TDAH, AH/SD e possíveis sintomas associados.
Este trabalho integra:
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escuta clínica
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análise qualitativa da experiência vivida
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instrumentos clínicos quando indicados
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elaboração de relatório autoral e interpretativo
Programa Clínico
Cartografia do Viver
O Programa Cartografia do Viver é um percurso clínico individual, desenvolvido em oito encontros, destinado a pessoas que atravessam períodos de exaustão, desorganização emocional, transições de vida, perda de sentido, dificuldades relacionais ou afastamento da própria experiência corporal.
A proposta parte da compreensão de que o sofrimento humano não se restringe a um sintoma isolado. Ele se manifesta na forma como a pessoa vive o próprio corpo, organiza seu tempo, estabelece vínculos, responde às exigências cotidianas e constrói sentidos para a própria existência.
Sobre diagnósticos e rótulos
Diagnósticos podem ser utilizados como instrumentos de comunicação ou acesso a direitos, mas não organizam, por si só, o trabalho clínico.
Na clínica, o foco não é o rótulo, mas a experiência singular de quem vive aquele diagnóstico, ou de quem sofre justamente por não caber em categorias rígidas.
A escuta clínica se orienta pela pessoa, não pela classificação.